Fórceps.

02Out09

Lunetas, maletas, o café da tarde, eu sei o que ninguém sabe, eu sei o que ninguém sabe. O casal à viela estuporada à noite velada à luz alucinada dos olhos dos homens, lunetas, maletas, lunetas e solitários, lunetas e solitários, eu digo o poema, eu rio o poema, atiro o poema, cuspo o poema contra o espelho, contra o espelho sou o poema. Eu sou o poema. Atravessantes vagabundos nublados, esqua-qua-drinhados: lunetas, maletas e o café da tarde. Instante. O céu, um homem.



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